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[Rescaldo] Meia Maratona Sobral de Monte Agraço

Foi no passado domingo, 19/04/2016, que se realizaram a Maratona e a Meia Maratona do Sobral de Monte Agraço em BTT, prova que contava para a Taça Joaquim Agostinho 2016.

Foi a minha primeira prova como o “patrocínio”  do Clube Millennium BCP.

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Com o tempo que se fez sentir nos dias anteriores à prova, já se adivinhava um percurso com muita lama para dificultar as coisas, isto aliado aos poucos treinos e à dificuldade que anunciavam, com mais de 700m d+ em cerca de 37 km, tinha tudo para ser uma prova onde ia penar como há algum tempo não acontecia.

Sem Título

Com um inicio de prova praticamente só por alcatrão, muito rápido deu para dispersar o “pelotão” e assim antever que nos trilhos mais sinuosos não haveria grandes congestionamentos.

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O problema é que por volta do Km 5, apareceu um furo no pneu traseiro da bicicleta do Nelson o que nos obrigou a parar para tentar colocar uma câmara de ar. Não resultou, o pneu rasgou de uma ponta à outra e não havia solução. Nesta altura tinham passado 10 minutos e todos os atletas. Tinham chegado até nós os elementos da organização responsáveis pela “limpeza” do percurso, ou seja, as “bicicletas vassoura”.

O Nelson acabou por desistir o que fez com que tivesse que arrancar sozinho da última posição. Sabia que se entrasse nos trilhos perto do fim do pelotão ia ter muitas dificuldades e ia demorar uma eternidade para terminar a prova. Mudei o pensamento e em vez de me poupar no inicio da prova, dei tudo no inicio para poder passar o máximo de pessoal logo no inicio e ir gerindo do meio para a frente.

Felizmente consegui passar muita gente logo na primeira grande subida o que fez com que entrasse num grupo de pessoal com o andamento muito idêntico ao meu. Chegava a altura do abastecimento da organização que decidi não parar para continuar a passar pessoal.

Perto do Km 20 começaram as picadas nos músculos, o esforço tinha sido maior do que estou habituado e as cãibras estavam a começar a aparecer. A partir daqui comecei a subir sempre na mudança mais leve para não ter nenhuma cãibra que me fizesse sair da bicicleta tentando aumentar o ritmo em zonas mais a direito.

No Km 27 começava a última dificuldade do dia, uma subida impressionante, por sorte em alcatrão a maioria, com uma inclinação absurda que consegui fazer sempre sem apear, devagar mas fiz para não arriscar a que as cãibras se tornassem mais agressivas.

Daqui para a frente pouco mais há a falar sobre a prova, foi rolar até ao fim, tentar juntar aos atletas que iam à frente para seguir na sua roda e desgastar-me o menos possível.

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Em jeito de conclusão, foi uma prova engraçada, não de topo como pensei que fosse, mas que se faz bem com algum treino nas pernas, o que não é o meu caso definitivamente.

O acumulado foi bem mais do que o anunciado o que dificultou o que já de si era difícil.

A organização esteve impecável! Nada a apontar.

Quanto a classificações, acabei por passar mais de 100 atletas até à meta o que fez com que não fosse tão mau como previ quando retomei a prova.
Boas pedaladas, vemos-nos em Alcanhões 😀

 
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Publicado por em 23 de Março de 2016 em Sem categoria

 

Resumo de 2015, 2 meses depois :D

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Publicado por em 7 de Março de 2016 em Sem categoria

 

2016

Ora boas pessoal,

Sei que já há alguns meses que não escrevia nada. A verdade é que a minha vida deu uma volta de 180º, neste tempo desaparecido, fui pai :D, mudei de emprego e foi altura de redefinir prioridades.
Não deixei de praticar desporto, mas os treinos são num ritmo muito mais baixo, tentando fazer com que não exista uma grande quebra de rendimento.

Mas falemos do que me espera este ano de 2016 em termos desportivos.

Objectivos:

Será sem dúvida o triatlo de Lisboa, versão “Olímpica” (entre aspas porque as distâncias não são bem as oficiais). É a prova que mais me entusiasma para este ano, mas como a prova é já no próximo mês de Maio, tinha que arranjar mais alguns objectivos para não terminar o ano tão cedo.
Durante a semana passada andei a ver provas e encontrei a Cronoescalada de Alcanena, inscrevi-me e empurrei mais 3 amigos para fazer a prova, no entanto não chegava até porque é uma “prova” antes do triatlo precisava de fazer uma prova longa ou realmente desafiante depois do triatlo.
Foi aqui que surgiram os “Medio/Grand Fondos”. qual aquele que poderia fazer? Havia assim tanto para pensar? Até há um que dá nome a este blog… subir a serra. Nem mais estava escolhido, quero fazer o Mediofondo da Serra da Estrela em 2016, dia 10 de Julho.

Sou parvo? Sim, vezes demais até, mas são objectivos “díficeis” que nos fazem crescer. Sei que não é o ano perfeito para fazer a prova porque não vou conseguir treinar como deve ser mas para quê adiar um sonho?

Sendo assim tenho o seguinte calendário para 2016, até agora:

– 13/03/2016 – Cronoescalada de Alcanena Capital de Pele – Alcanena
– 03/04/2016 – Raid BTT XI Rota das Fontes – Alcanhões
– 10/04/2016 – 11º Passeio BTT ISCPSI – Acreditar – Lisboa
– 07/05/2016 – Olympic Plus – Battle of the Sexes – Lisboa
– 10/07/2016 – Skyroad Mediofondo Serra da Estrela – Seia (a confirmar)

Outra das novidades para este ano é que farei parte de uma equipa, com a mudança de emprego passei a fazer parte de um conhecido clube de desporto que costuma colorir as estradas/trilhos do país, mas quando aparecerem as fotos com o equipamento logo é desvendado o clube 😀
Bons treinos

 
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Publicado por em 15 de Fevereiro de 2016 em Sem categoria

 

Resumo Maio/Junho 2015

Foram provavelmente os dois meses com mais treinos/provas que tive até hoje.

Com a preparação para os Triatlos X-Terra da Golegã e Oeiras tive que me aplicar e deixar de treinar só BTT ou estrada. Alguma corrida e natação tiveram que entrar nos meus planos de treino.

Pelo meio dos dois Triatlos ainda deu para experimentar, finalmente, a Rota das Fontes em Alcanhões e a Maratona Internacional de Manteigas em BTT.

Então o mês de Maio foi assim preenchido

Maio

Maio

O mês de Junho

Junho

Junho

Agora entro num hiato de provas. Até Setembro, Duatlo de Cascais que vou fazer para acompanhar o meu amigo Dário que se estreia nestas provas multidisciplinares, não tenho mais nenhuma prova.

Entretanto vou tentando não abrandar os treinos em demasia uma vez que pretendo aumentar distâncias de natação para que no próximo ano consiga fazer o Triatlo “Olímpico” (entre aspas porque não é a distância oficial) de Lisboa.

Vou tentar fazer uma primeira vez no próximo mês de Julho uma tirada de 3 dígitos em ciclismo de estrada, vamos ver se ganho coragem e se a motivação de ter que treinar sozinho aparece.

Bons treinos.

 
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Publicado por em 30 de Junho de 2015 em Resumo Mensal

 

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[Rescaldo] Triatlo de Oeiras – Prova Aberta

Mesmo após o Triatlo da Golegã, tinha em mente que este ia ser o meu primeiro triatlo a sério, nadar no mar era aquilo que ia mudar entre os dois, mas era o que fazia com que me sentisse realmente um triatleta.

Bem cedo me juntei ao Cravo para nos prepararmos para esta prova. Queríamos chegar cedo, para organizar tudo no parque de transição e ter tempo para podermos aquecer como devia ser.  

Parque de Transição ainda vazio


Lá fizemos o nosso aquecimento de corrida e uma braçadas para nós ambientarmos à água, juro que o se não fosse o fato não sei se fazer este tempo, que me assim ainda é de envergonhar.

 

equipamentos iguais até parecemos da mesma equipa


[ 🏊🏼 Natacção – 10:31] As partidas foram feitas por fases, primeiro todas as mulheres, um minuto depois todos os cadetes e juvenis de 2º ano e por fim os séniores masculinos, num total de cerca de 250 atletas, uma verdadeira confusão à entrada na água. Sabendo que é o meu segmento mais fraco e não querendo levar patadas como na Golegã, deixei-me ficar para trás e ir ao meu ritmo, mesmo assim devo ter batido o record de pirolitos e de chapadas dadas numa prova de natação. Não há muito mais a dizer desta segmento, sempre muito lento, e se um dia quero fazer algo mais vou ter que melhorar bastante.

  
 A transição foi bastante rápida para o que estava à espera, sempre a correr na areia até ao parque de transição para perder o menos tempo possível, passando pelos bombeiros que nos atiravam água para limpar a areia, excelente. O fato não foi nada difícil de tirar e o facto de ver o Cravo a sair do parque deu-me ânimo para me apressar e chegar à roda dele no ciclismo.

[🚴🏻 Ciclismo – 16:20 – 34km/h] Sem dúvida alguma, o meu segmento mais forte, como disse na transição queria chegar o rapidamente à roda do Cravo, mas tarefa não foi nada fácil. Consegui impor um ritmo muito forte e não fui acompanhado por nenhum dos atletas que ia passando, que me lembre fui apenas passado por um atleta que parecia que ia de mota. Sempre acima dos 30km/h sabia que tinha que seguir assim se queria chegar-me ao Cravo, os km iam passando e não havia sinais dele dele, o que mostrava bem quão forte ele ia, até que perto dos 4 km avisto um equipamento igual ao dele e acelero, era ele, queria apanhá-lo antes da transição, cheguei-me à roda dele, mas afinal não era o Cravo, desmotivei-me um bocado mas depressa passou porque ainda havia o regresso e ainda podia conseguir. Perto do retorno vejo-o num grupo de 3 atletas, não ia ser fácil lá chegar, ia desgastar-me muito e depois podia pagar na corrida. Mas o pensamento foi “perdido por cem perdido por mil, vou lá chegar depois na corrida se rebentar vou gerir só para terminar”. Cheguei-me à roda dos três que seguiam juntos e tentei recuperar, foi só tentar, porque depressa o ritmo aumentou e infelizmente o Cravo descolou e fiquei apenas com um atleta, íamos puxando alternadamente até novamente ao parque de transição onde consegui ser mais rápido que eles e seguir.

A segunda transição foi muito fácil, tirar capacete e sapatos de encaixe e calçar os tênis de corrida.

[🏃🏼Corrida – 12:43 – 4:50/km] Foi estranho. Comecei a correr com as pernas a parecerem dois troncos mas quando olhava para o relógio mostrava um ritmo abaixo dos 5:00/km. Sabia que era um bom ritmo, mas queria mais e as pernas não respondiam, deixei-me ir com o objectivo de perder menos lugares possíveis. Havia alguma coisa que não ia bem e não eram só as pernas que não respondiam, foi quando perto dos 800m reparei que a sapatilha direita não estava atada e aqui houve um dilema, parar e apertar ou seguir e esperar não tropeçar e esbardalhar-me no alcatrão? Claramente a segunda hipótese, não ia perder tempo, assim como assim também era uma distância curta e de certeza que não ia existir qualquer problema. Felizmente não houve mesmo 😇 Na zona do retorno ia baixar um pouco o ritmo, faltava pouco mas a subida inicial podia deixar marcas, nesta altura tinha sido ultrapassado por 3 atletas que a quem tinha ganho lugares no ciclismo. Os últimos 500m foi a dar tudo o que ainda havia, tentei chegar a um atleta que ia  à minha frente mas não foi possível ele também acelerou nos últimos metros, mesmo assim ainda ultrapassei outro que vinha claramente em perda, quase em cima da linha de meta. 

Fiquei na zona de meta, para felicitar o Cravo que pouco depois chegar ao fim do seu primeiro Triatlo.

  

Em termos de resultado, fiz um tempo oficial de 43:35, 78º de geral e 12º do meu escalão. Ainda assim muito acima do meu sonho (se calhar irrealista) de baixar dos 40:00.

Bem que venha o próximo que este já faz parte da história 😆 provavelmente será o Duatlo de Cascais. 

Bons treinos e provas a todos.

 
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Publicado por em 21 de Junho de 2015 em Natação, Prova, Triatlo

 

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Objectivo para 2016?

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Publicado por em 18 de Junho de 2015 em Sem categoria

 

Preparação Triatlo de Oeiras

Ponto prévio, não sou fã de praia, nunca fui. Não sou daquelas pessoas que passa o ano a sonhar com os meses de verão para poder ir à praia.

Posto isto, o facto de me ter inscrito num Triatlo em que o segmento de natação é na praia era mais do que um desafio pois teria que treinar pelo menos uma vez na praia para ver como me sentia.

    

No passado dia 8 de Junho, desloquei-me com o Cravo até à praia da torre para participarmos num treino de natação em águas abertas com vista a preparação do Triatlo de Oeiras organizado pelo programa Tri Jamor.

Posso dizer que não foi a melhor experiência do mundo, passei um frio desgraçado na água por não ter o devido fato de natação, a camisola térmica não foi suficiente para mim. Apesar de ter gostado o facto de não ter conseguido fazer tudo porque estava a tremer de frio frustrou-me. Foi aí que decidi comprar o fato isotérmico, o mais barato que encontrei da Nabaiji na Decathlon. No entanto deu para entender alguns “mecanismos” da natação como entrada na água com confusão, saída com as famosas tonturas e principalmente as correntes.

Depois no dia 10 de Junho foi a vez de ir fazer um Duatlo em treino, com as distâncias de 2.5 km de corrida, 20 km de ciclismo e novamente 2.5km de corrida, senti-me na minha praia, pedalar e correr distâncias mais curtas é para mim. Não tenho muita resistência, mas gosto de acelerar e ter ritmos altos. Espero no triatlo conseguir fazer o segmento de atletismo final com uma média abaixo dos 5min/km.

Praia da Torre

Com o fato comprado ontem foi dia de ir novamente até à praia para fazer o meu primeiro treino de natação sozinho na praia. Posso dizer fiquei fã! Sair do trabalho e ir até à praia para treinar é fantástico. Tentei levar o meu relógio GPS (Garmin Forerunner 110) com o objectivo de marcar o tempo a nadar, pois sabia que a distância não ia ficar grande espingarda, no entanto a GPS até marcou o percurso efetuado se bem que tenho quase a certeza que aquela distância não é real. No entanto o objectivo também não era marcar distâncias mas sim testar o fato. Posso dizer que ajudou bastante não só com a temperatura da água mas também porque fica mais fácil nadar.


Depois foi tempo de tirar o fato, testar perder o menos tempo possível atirar das pernas e ir fazer um treino muito devagar pelo paredão de Oeiras. Foram cerca de 8 km a quase 7min/km. Serviu essencialmente para acompanhar uns colegas que começam agora a iniciar-se nestas lides das corridas 🙂

Amanha como haverá a 3532636ª greve do metro este ano e vou ter que ir para o trabalho de carro vou aproveitar para treinar novamente na praia, mais um treino de natação e de corrida para finalizar a preparação do Triatlo e depois no Domingo seja o que Deus quiser.

Bons treinos!

 
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Publicado por em 17 de Junho de 2015 em Sem categoria